Padre, père, father, tatinek... PAI
P de paciência, paixão, presença...
A de AMOR...
I de interesse, incondicional e inteiro...
Desde sempre que o pai é o ascendente, aquele que veio antes e como
figura masculina e de supostamente força, é o pilar que suporta os membros de uma
família.
A paternidade, é-nos por assim dizer, reconhecida pela nossa ancestralidade
biológica, nomeadamente na sequência de um casamento, uniões de facto ou mesmo
outras nomenclaturas e formas de coabitação mais modernas e atuais, como por exemplo, a adopção ou até as
cientificamente aprovadas técnicas de reprodução medicamente assistida.
Numa família típica ou dita normal
, e passo a expressão, sem ofensa ou falta de reconhecimento por qualquer forma
de família, - Todas são válidas, quando a essência está lá e aquilo que é
importante se transmite. Como os VALORES, a EDUCAÇÃO e o AMOR. - o pai era pois
o responsável pela educação e sustento de seus filhos, bem como, de toda a
família.
Hoje em dia, como em quase tudo o que nos rodeia, esta realidade é
bem diferente. Os contextos sociais, o consumismo e as próprias características
e necessidades particulares de cada família, impõem ao pai ou pais (mãe e pai),
uma outra postura, entrega e especial dedicação. Uma quase loucura, num jogo de cintura desproporcional, entre
o número de horas dispensado para o trabalho diário, as deslocações entre
pontos de partida e chegada, para satisfazer as necessidades de todos os
membros da família e o próprio desempenho, nesta cada vez mais árdua tarefa,
que é a parentalidade.
Todos os sinónimos de ausência e distância, prejudicam os filhos e
produzem consequências, mais ou menos nefastas na sua formação pessoal.
O Pai de outrora, companheiro
e amigo, exemplo e modelo. Presente preconizador de ensinamentos e exigências, perde
a capa intimidante de super-herói e torna-se agora num significativo produtor
de fragmentos de crianças, que cresceram inospitamente, órfãs de pais vivos. É
o amargo despertar do tão reconhecido, pai AUSENTE.
P de pouco
A de ausente
I de inóspito
Pai ausente não é PAI.
Só procria, dá VIDA. E quem o faz, nem sempre sabe AMAR.
PAI também não nos priva, não viola, não maltrata, não tira a VIDA.
Pai assim é pai MONSTRO, NÃO é PAI.
PAI é quem AMA, quem CUIDA, quem ESCUTA, quem APOIA, ACONSELHA,
PARTILHA dores e tristezas. Mas PAI também diz que não, porque ENSINA, AJUDA e
quer BEM. E querer bem não é só dizer que sim, comprar guloseimas e passar a
mão na cabeça a cada queda, cada palavra mal proferida ou tarefa inacabada.
PAI sabe, ou acha que sabe,
o que é BOM para seus filhos: o melhor!
PAI contribui em verdade para o AMOR e BEM-ESTAR no seio de sua
família e comunidade. PAI é uma palavra demasiado forte e poderosa.
PAI não é qualquer um.
É um ser quase divino, apesar dos defeitos. Um exemplo sempre
presente, independentemente da distância. Ser PAI não é para todos!
PAI não é sangue. Sangue é biológico.
PAI nem sempre é homem. É muitas vezes MULHER.
PAI é AMOR, não AUSÊNCIA.
Grata pelos bons exemplos,
órfã de pai vivo.
Dedicado com AMOR, a quem assumiu este papel na minha vida e já
partiu. Mas, também aos que por cá continuam, foram chegando, ficando e SEMPRE fizeram e continuam a
fazer TUDO o que podem. Homenageando, o meu avô Alberto, a minha avó Isabel, Mãe
e Henrique.
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