ODE DE UMA MÃE (para todas as mães)
M E
à Ã
E M
MÃE
M para MULHER, MAIOR, MAIS
A para AMIGA, AMOR, ALEGRIA
E para ETERNA, ESTÓICA, EXTRAORDINÁRIA criatura!
Ser mãe é tão bom!
É uma descoberta do nosso desconhecido interior,
Um recomeço a cada dia...
Como uma viagem de barco meio acidentada.
É ser professora todos os dias, mesmo sem estar a trabalhar.
Ser forte na maior das fragilidades
E ser amiga para toda a vida.
Companheira de gargalhadas deliciosas,
Com seus filhos forma a equipa maravilha.
Abdica, dá, sonha e espera também.
Mães são seres supremos, divinos, quase sempre Supermulheres!
Desde que fui mãe, tudo em mim MUDOU. Talvez esteja a dramatizar, ou
nem tanto assim. Mudou pelo menos... quase TUDO.
Verdade, verdadinha! Mesmo uma bruxa, que se preze.... nunca mais
volta a ser a mesma depois deste acontecimento.
No meu caso, mudou a minha perspectiva em relação à maioria das
coisas e sinto que me melhorou como ser humano. Se eu já era boa pessoa...
agora estou quase excelente!!!!
Fora as ironias.... passei de chorona a super chorona, de medrosa a
exagerada, de preocupada a chata, de meiga a melga.... mas, para quem ainda tem
dúvidas, as mudanças são profundas, intensas, externas e internas. Por vezes,
mesmo intemporais!
É o corpo que cresce, se arredonda e deforma de um modo naturalmente
belo, preparando-se para acolher o intruso parasita que se instalou no nosso
ventre quentinho e delicioso. O corpo que produz o seu alimento sempre pronto para puro deleite. O corpo que depois de ti nunca mais será o
mesmo...
E quando pensava que tudo era quase perfeito, que o espaço e tempo
se recuperavam a passos lentos.... veio o número dois. E ups, a história
recomeçou!
Medo, muito medo, tinha eu de não conseguir amar dois seres por mim
gerados!
Ah, pois é?! Certamente há por aí tantas cabecinhas tontas como a
minha!!!! Mas o AMOR de uma mãe, não cabe neste universo. Por isso, sejam eles
quantos forem, este coração baterá sempre de orgulho e preocupação.
Os braços de uma Mãe estarão sempre abertos para receber seus filhos,
cuidá-los, acarinhá-los. E suas mãos secarão sempre suas lágrimas. Mesmo quando
a força faltar e a Mãe partir, noutros reinos, estrelas e lugares velará ainda pelo
vosso sucesso e bem-estar, podem crer-me!
Então eu?! Tenho um coração que se aperta por tudo um pouco.
Ser mãe, foi para mim, quase como uma mudança de era. A nossa história que
agora se multiplica em mais um, dois, tantos seres.... passa a ser a.t. e d.t., ou seja, há o tempo
antes de ti e o depois de ti ...
o tempo em que era só eu, mais eu e euzinha.... e depois o agora e daqui para a
frente, o tempo em que deixo de ser eu... só eu e passa a ser, primeiro tu,
depois vocês, e por fim, eu!
Perdoem-me portanto os entendidos na matéria, pois que eu também o
sou. Claro que há mães diferentes, diferentes formas de amar e de demonstrá-lo.
Mas, ninguém entende uma mãe até ao momento divino em que se torna MÃE também.
Independentemente de se ser muito compreensivo e capaz de escutar,
sentir e tentar visualizar, não se consegue calçar os sapatinhos alheios e
entrar realmente num sentido papel que não é ainda o nosso!
A magia acontece no instante inesquecível, em que aquele ser intruso,
abandona a hospedaria e sai enrugado para fora do nosso corpo, gritando ao
Mundo pela primeira vez e a plenos pulmões... mmmMMMÃEEEeee!
Aqui deixo o meu abraço sentido a todas as mães. Porque todos os
dias são o nosso dia e o dos filhos também!
Comentários
Enviar um comentário